Entre um olhar e outro,
Um abraço.
Entre uma palavra e outra,
Um abraço.
Entre um beijo e outro,
Um abraço.
Entre um abraço e outro,
Um abraço.
Entre eu e tu e tu e eu,
Um abraço.
Entre nossos abraços,
Somos corações e braços e um…
Somos um só..
num só abraço.
em Maio 2013 por:
JU
(MJsP)
segunda-feira, 28 de abril de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Uma invertida por dia :)
terça-feira, 15 de abril de 2014
A LEI DO MAIS FORTE... EM AMOR!
Perdi a única batalha da minha vida e
morri. Agora já não estou na savana, tornei-me uma lenda e estou em todo o
lado.
Esta é a história da minha vida.
Ser leão é muito simples. Nas vinte e quatro horas do dia,
passamos, em média, vinte em ócio, a dormir. As sombras das acácias e dos
montículos de térmitas são a nossa cama durante a hora do calor, mas no início
da manhã, no fim da tarde e durante a noite, gostamos mesmo é de estar em
descampados, de barriga para o céu e patas abertas.
Além disso, vivemos num ambiente natural de grande sucesso, onde a
erva se recicla numa velocidade estonteante e onde, por isso, existe uma enorme
quantidade de herbívoros para nos alimentarmos. Estamos no topo da cadeia
alimentar. Somos predadores. Somos reis e é um privilégio reinar na savana.
Apesar de tudo isto nunca me senti orgulhoso por estar no topo, por ter caninos
aptos a rasgar carne, nem por ter sangue azul. Se pudesse faltava a todas as
aulas de caça que a minha mãe dava. O estrangulamento e a morte por sufocação
que ela ensinava, não representava para mim uma forma de vida. Aliás, a morte
que necessitava de praticar para o meu próprio sustento, não tinha nascido
comigo. Foi na minha infância, em brincadeiras com o meu irmão, que me apercebi
que éramos muito diferentes. Ele era muito mais afoito. Tinha um instinto de
predador apuradíssimo, desafiava os meus pais, frequentava o curso da minha mãe
assiduamente com uma concentração assustadora e, claro, ganhava-me sempre no
mano a mano. No regulamento interno do nosso covil, a minha mãe caçava, o meu
pai era o primeiro a sentar-se à mesa e a banquetear-se, o meu irmão desfilava,
vitoriosamente, em frente à carcaça e eu...bem, eu sentava-me, constrangido, a
olhar. Tudo acontecia quando o Sol partia para outro hemisfério. A minha mãe
acordava e, automaticamente, um clima de tensão caía do ar e se abatia sobre
nós. A cauda dela começava a abanar, o abdómen ficava contraído, os olhos e as
orelhas viravam-se para a presa. Do outro lado, avistava-se um predador a
rondar. O reflexo era imediato. O cheiro a perigo erguia-lhes rigidamente a
cabeça e um medo de morte punha-lhes o corpo trémulo. Uns metros à frente, uns
segundos depois, já estava. Jantar na mesa. Eu não era indiferente a este
processo de caça. Comia pouco, o mínimo e indispensável. Com a mesma idade,
tinha menos um terço do peso meu irmão. Sentia pena das presas. Sentia a sua
última respiração resignada e o seu último olhar periférico para a vida numa
despedida da casa onde habitaram e da vida libertina que tiveram. Com o
pescoço, entre as duas mandíbulas da minha mãe, aceitavam o destino e paravam
de lutar. E aí, olhavam mas já não viam, e deixavam-se ir.
Apesar de não
ter as brincadeiras normais, nem a mesma atitude, efusiva de contemplação e regozijo
pela refeição, não sabia quem estava certo nem se poderia viver na diferença. A
resposta veio numa tarde invernosa, na época das chuvas. Acordei num trovejar
intenso, com um relâmpago feroz que virou a noite em dia e que confirmou o que
já esperava. Estava sozinho. Procurei a minha família durante muitos dias, mas
a chuva misturou-se com a terra e a lama apagou as suas pegadas. As urinas
perderam o cheiro e, sem território marcado, desnorteei-me. Chorei muito,
fiquei ainda mais fraco, entregue, única e exclusivamente, a mim e à sorte. Os
meses foram passando e eu fui subsistindo à custa de restos espalhados pela lei
do mais forte, que alguns necrófagos desatentos me deixavam.
Mas um dia, percebi que era mais que um leão, que era mais que uma imagem
ameaçadora e que tinha coração. Um coração enorme de amor e compaixão. E aí
percebi a razão pela qual tinha ficado órfão. Porque jamais poderia sentir o
que estava a sentir se tivesse ido sempre às aulas da minha mãe ou celebrado a
morte de um ser vivo. Finalmente, percebi o meu instinto quando olhei para
aquela cria de Órix. Nunca mais me vou esquecer desse momento. Eu estava
rastejado no chão, enquanto ela deambulava sozinha por entre a vegetação.
Estava fraca e perdida dos seus progenitores. Ergui-me nas quatro patas e
quando lhe olhei nos olhos, senti um ar quente invadir o meu peito, adocicar as
minhas feições, empurrar-me as garras para dentro e, gentilmente, soprar-me na
sua direcção. Aproximei-me, não corri para ela nem ela fugiu de mim.
Aproximei-me ainda mais e ela, sem instinto, deixou-me chegar bem perto. O
alarme do seu corpo já tinha disparado mas não tinha reacção. Estava ali com as
pernas, ainda desajeitadas, a vacilar sem potência para correr pela vida.
Quando estava a menos de uma pata de distância, apercebi-me do seu medo de
deixar uma vida que acabara de estrear, do seu sofrimento pelo desaparecimento
da mãe e da angústia de estar à minha frente. Lembrei-me da noite em que apenas
fiquei eu, da sensação que a morte dá por me poder levar a qualquer instante e
de repente senti-me responsável por ela e desejei fazer qualquer coisa em seu
benefício. Foi assim que senti que podia ser mais do que aquilo que era.
Durante três semanas não tirei os olhos dela. Levava-a a beber água no rio, em
sítios onde sabia que não haviam predadores e às horas em que, supostamente,
estariam a descansar. Corria com ela para que pudesse criar músculo e
mostrava-lhe caminhos secretos, que aprendera nos meses de solidão, que davam
acesso a zonas de alguma vegetação para que se pudesse alimentar, ganhar peso
e, assim, impor respeito e ter armas para se defender sozinha. Lambia-a,
lavava-a, adormecia-a e empurrava-a com o focinho nas alturas em que estava
mais cansada. Nessas três semanas, eu fui a sombra protectora da mãe
desaparecida, a sabedoria do pai ausente e a amizade do irmão que nunca teve.
Eu andava esfomeado, mas tranquilo. Quanto mais me dedicava àquele Órix, melhor
me sentia. Até que um dia, num momento de pura exaustão, deitei-me na sombra
intermitente de uma acácia, cruzei as patas, encostei a cabeça e perdi-a de
vista. Um rugido, de tom mais grave que o trovão que me acordara para o
primeiro dia do resto da minha vida, assustou-me o coração e levantou-me
bruscamente. Ainda a cambalear, apercebi-me do desaparecimento do Órix. Não o
via em lado nenhum e só encontrei o seu cheiro vermelho em algumas gotas de
sangue que marcavam um caminho perigoso que tinha de seguir. O trajecto foi
curto, tal como os segundos que lhe restavam. Encontrei-o, ainda vivo, com o
pescoço entre as maxilas de um macho dominante e a língua de fora. Fiquei
escondido, atrás do medo e, inerte, assisti à sua alma partir, juntamente, com
alguns destroços do meu coração.
O tempo ensinou-me a aceitar a realidade. A savana estava certa.
Impera sempre a lei do mais forte. Porém, não deixei de viver da forma que me
fazia feliz. Nem conseguia. Assumi que vivia numa savana diferente, criada por
mim, onde as leis serviam a todos e a força maior era a que provinha do
coração. Desde esse dia em diante, até ao meu último segundo, adoptei mais três
crias de Órix e duas Impalas. Uns reencontraram os progenitores, outros
desapareceram e outro partiu comigo quando num acto de coragem o tentei
defender das garras de dois candidatos a rei de um clã qualquer. Foi a única
batalha que perdi. Foi a minha vez de olhar perifericamente para a vida,
despedir-me da minha savana e deixar-me ir.
Vivi muito. Andei muitas vezes
perdido, sem saber para onde ia, mas fui sempre por amor. E é por isso que hoje
os ventos ainda sopram o meu nome. Gerações atrás de gerações sabem quem fui e
quem sou.
Sou Octobo, a lenda do Amor."
in "Os Laços que nos Unem", 2008
(Gustavo Santos)
(Gustavo Santos)
segunda-feira, 14 de abril de 2014
A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
terça-feira, 8 de abril de 2014
Nem acrediro que morreu :(
Adorava ouvir este senhor falar.
Uma das ultimas coisas com que me ele me tocou, foi com a do "pão com manteiga"
Passo a explicar:
Eu sempre digo que, adoro pão com manteiga e que para mim é uma refeição "gourmet" o meu galão e pão com manteiga e que poderia viver disso :p
Ora, no ultimo programa que ele fez e que era sobre a inteligencia, ele referiu que, uma pessoa inteligente não tem que necessáriamente descobrir coisas e resolver problemas indecifráveis.... para um pessoa inteligente pode ser o suficiente um pão com manteiga pela manhã...."
Bem, quem me conhece sabe o quanto isto me identifica :)
Raramente me "tocam" as mortes de figuras publicas, e este senhor, embora não tão famoso assim, entristeceu-me mesmo.
E agora ? O que é que, de interessante eu vou ter para ver na televisão?
Ainda nem acredito que morreu :(
Uma das ultimas coisas com que me ele me tocou, foi com a do "pão com manteiga"
Passo a explicar:
Eu sempre digo que, adoro pão com manteiga e que para mim é uma refeição "gourmet" o meu galão e pão com manteiga e que poderia viver disso :p
Ora, no ultimo programa que ele fez e que era sobre a inteligencia, ele referiu que, uma pessoa inteligente não tem que necessáriamente descobrir coisas e resolver problemas indecifráveis.... para um pessoa inteligente pode ser o suficiente um pão com manteiga pela manhã...."
Bem, quem me conhece sabe o quanto isto me identifica :)
Raramente me "tocam" as mortes de figuras publicas, e este senhor, embora não tão famoso assim, entristeceu-me mesmo.
E agora ? O que é que, de interessante eu vou ter para ver na televisão?
Ainda nem acredito que morreu :(
segunda-feira, 7 de abril de 2014
quem não dorme por amor não cansa
Eu, que sou uma pessoa que, se não durmo ou se durmo mal uma noite que seja, no dia a seguir "não funciono", passo o dia cansada e à espera da hora de poder por o sono em dia.
Ora, passei a noite toda acordada porque a minha Mariana (minha gata Mariana), tirou dois dentinhos e, coitadinha, devia ter dores e chorou a noite toda.
Chorou ela e eu de coração apertado por não poder fazer muito mais que dar mimos :(
Pensei, "amanhã é que vão ser elas, já estou mesmo a ver a sair directo do trabalho pra casa pra ir dormir"
Mas ..... não!!!
O dia foi normal, no fim do trabalho ainda fui fazer a minha ginástica.
A Mariana já não chora, acho que está melhor.
Conclusão "quem não dorme por amor não cansa" :)
Ora, passei a noite toda acordada porque a minha Mariana (minha gata Mariana), tirou dois dentinhos e, coitadinha, devia ter dores e chorou a noite toda.
Chorou ela e eu de coração apertado por não poder fazer muito mais que dar mimos :(
Pensei, "amanhã é que vão ser elas, já estou mesmo a ver a sair directo do trabalho pra casa pra ir dormir"
Mas ..... não!!!
O dia foi normal, no fim do trabalho ainda fui fazer a minha ginástica.
A Mariana já não chora, acho que está melhor.
Conclusão "quem não dorme por amor não cansa" :)
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Por um dia ....
Perguntares como é que eu estou não e quanto baste
Quereres saber a quem me dou não é quanto baste
E dizeres para ti morri é um estranho contraste
Nada mais te liga a mim tu nunca me amaste
Telefonas para saber como vai a vida
E mais feres sem querer minha alma ferida
E assim rola a minha dor pássaro ferido
Que não esquece o teu amor estranho e proibido
Deixa-me só por um dia
Deixa-me só por um dia
Minha fria companhia
Minha fria companhia
Dizes ser tão actual ficarmos amigos
No teu jeito natural de enfrentar os perigos
Sem saberes que tanto em mim ainda arde a chama
Que não perde o seu fulgor que ainda te ama
Quereres saber a quem me dou não é quanto baste
E dizeres para ti morri é um estranho contraste
Nada mais te liga a mim tu nunca me amaste
Telefonas para saber como vai a vida
E mais feres sem querer minha alma ferida
E assim rola a minha dor pássaro ferido
Que não esquece o teu amor estranho e proibido
Deixa-me só por um dia
Deixa-me só por um dia
Minha fria companhia
Minha fria companhia
Dizes ser tão actual ficarmos amigos
No teu jeito natural de enfrentar os perigos
Sem saberes que tanto em mim ainda arde a chama
Que não perde o seu fulgor que ainda te ama
Dia 094/365
"Collect memories. Not things"
Tell your loved ones just how much they mean to you. Do it now. Call them up, write them, tell them in person, write them a letter, shout it from the roof tops. Tell them how much you love them and how important they are and appreciate them with every fiber of your being. You never know what tomorrow will bring and one day you might wake up to a world that doesn't give you the option to look them in the eyes anymore. To hug them. Touch them. Talk to them.
So don't wait. Tell them. Share your love because life is short and sometimes even shorter than you could have ever imagined.
(Yogagirl)
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Dia 093/365
Dia 092/365
terça-feira, 1 de abril de 2014
Dia 091/365
segunda-feira, 31 de março de 2014
Dia 090/365
domingo, 30 de março de 2014
DIA 089/365
sábado, 29 de março de 2014
Dia 088/365
sexta-feira, 28 de março de 2014
Dia 087/365
quinta-feira, 27 de março de 2014
Dia 086/365
Parabéns Mãe
Esse coração nasceu bem antes do meu,
Mas dentro dele já trazia os batimentos do meu.
Nesse coração que me guardou aquecida, e do mundo bem protegida…que vivi 31 anos,
Num cantinho dentro dele, e já crescidinha
Aos 31 anos desse coração eu nasci pra vida
e o meu coração começou a contar do zero…
O dela continuou a contagem e hoje faz 71 anos
Em teus braços fui acalentada com todo o teu amor e dedicação.
Desde o minuto zero……
Meu coração pelo teu, todos os dias é acariciado…
Conhecer-te por fora é só uma forma de te amar ainda mais,
mas o que há de mais profundo vem do teu íntimo Ser…
do teu coração
Amor sincero,sem exagero.
Coração PERFEITO que me ampara a todos os momentos de meu Viver!
É um coração grande que de vez em quando fica pequenino
Um coração que bate em sintonia com o meu
Um coração que só sabe amar e que habita num corpo que só sabe sorrir.
E noutro que de vez em quando também te faz chorar (eu sei)
É um coração Perfeito
È um coração de MÃE
Da minha mãe que hoje faz 71 aninhos
Obrigada???!!! é muito pouco para te agradecer!
Um presente?! Uma mera simbologia.
Estar presente Sim, Sempre
Abraçar-te com todos os meus braços
PARABÉNS Mãe pelo dia e por seres quem és….
Para mim :)
quarta-feira, 26 de março de 2014
Dia 085/365
terça-feira, 25 de março de 2014
Dia 084/365
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