terça-feira, 29 de abril de 2014

O café ou as mãos?



Pego na chávena de café que está tão quente!
Gosto do café bem quente.
Tenho as mãos frias….
Não gosto de ter as mãos frias.
Aperto a chávena de café entre as mãos, que vão aquecendo.
Bebo o café em golos curtos e pausados.
As mãos aquecem cada vez mais, à medida que o café esfria mais….
Não gosto do café frio, mas….
Fico por breves momentos a comtemplar a chávena, o café e as mãos.
Posso escolher ficar com a chávena de café a aquecer-me as mãos até que o café esfrie completamente,
Ou então,
Beber o café quentinho e continuar com as mãos frias.
Café quente e mãos frias?
E agora?
Hoje optei por beber o café quente.
Fiquei com as mãos frias, mas não vou pensar muito nisso!
Amanhã, perante a mesma situação, talvez me decida de forma diferente, ou talvez amanhã quando for beber café tenha as mãos quentes e nem preciso decidir nada.

Assim é na vida.
Estamos constantemente a decidir, umas vezes coisas muito importantes e outras nem por isso.
Mas todos os dias, a todas as horas temos que tomar decisões.
Mas por vezes a indecisão é tal, que nos vemos tempo demais a “contemplar” o suposto problema e deixamos “o café esfriar”…
E, inertes assim, deixamos a vida passar.

JU
(MJsP)

Agora que não estás aqui…

Agora que não estás aqui…
Agora que não estás aqui… que faço? Como conseguiste transformar a minha vida na tua? Como tiveste o atrevimento de transformar os meus dias nos teus dias…
Choro,
chorei assim que me vi ao espelho hoje de manhã porque sabia que não estavas, que não ias estar….
Talvez seja um vicio, mas o teu cheiro, deixa-me saudades.
A rotina do dia pode ser uma coisa boa, muito boa! Pelo menos quando estamos apaixonados, quando amamos e achamos que os defeitos ficam mais apurados. Agora que não estás aqui, queria fechar os olhos e aconchegar-me nos teus braços enroscada no meu sofá pequeno e incómodo embrulhados numa manta colorida…
Agora que não estás aqui, vou brigar com quem? Vou rir com quem? Vou fazer o quê?
Acredito em ti. Acredito há muito tempo, e agora que não estás aqui, sinto que podiamos andar por ai a vaguear a rir à gargalhada não dos outros, mas um com o outro. A rir da mulher que come muito, do homem que usa calças e gravata cor de rosa, do filme que não tem graça nenhuma, da minha péssima condução, do cheiro das tuas mãos, da teimosia dos dois, dos defeitos de cada um…
Agora que não estás aqui… queria que estivesses! 


em 10-05-2013 por:
JU
(MJSP)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Num só abraço...

Entre um olhar e outro,
Um abraço.
Entre uma palavra e outra,
Um abraço.
Entre um beijo e outro,
Um abraço.
Entre um abraço e outro,
Um abraço.
Entre eu e tu e tu e eu,
Um abraço.
Entre nossos abraços,
Somos corações e braços e um…
Somos um só..
num só abraço.



em Maio 2013 por:
JU
(MJsP)
 

terça-feira, 15 de abril de 2014

A LEI DO MAIS FORTE... EM AMOR!

"Chamo-me Octobo.
Perdi a única batalha da minha vida e morri. Agora já não estou na savana, tornei-me uma lenda e estou em todo o lado.
Esta é a história da minha vida.               
Ser leão é muito simples. Nas vinte e quatro horas do dia, passamos, em média, vinte em ócio, a dormir. As sombras das acácias e dos montículos de térmitas são a nossa cama durante a hora do calor, mas no início da manhã, no fim da tarde e durante a noite, gostamos mesmo é de estar em descampados, de barriga para o céu e patas abertas.                 
Além disso, vivemos num ambiente natural de grande sucesso, onde a erva se recicla numa velocidade estonteante e onde, por isso, existe uma enorme quantidade de herbívoros para nos alimentarmos. Estamos no topo da cadeia alimentar. Somos predadores. Somos reis e é um privilégio reinar na savana.
Apesar de tudo isto nunca me senti orgulhoso por estar no topo, por ter caninos aptos a rasgar carne, nem por ter sangue azul. Se pudesse faltava a todas as aulas de caça que a minha mãe dava. O estrangulamento e a morte por sufocação que ela ensinava, não representava para mim uma forma de vida. Aliás, a morte que necessitava de praticar para o meu próprio sustento, não tinha nascido comigo. Foi na minha infância, em brincadeiras com o meu irmão, que me apercebi que éramos muito diferentes. Ele era muito mais afoito. Tinha um instinto de predador apuradíssimo, desafiava os meus pais, frequentava o curso da minha mãe assiduamente com uma concentração assustadora e, claro, ganhava-me sempre no mano a mano. No regulamento interno do nosso covil, a minha mãe caçava, o meu pai era o primeiro a sentar-se à mesa e a banquetear-se, o meu irmão desfilava, vitoriosamente, em frente à carcaça e eu...bem, eu sentava-me, constrangido, a olhar. Tudo acontecia quando o Sol partia para outro hemisfério. A minha mãe acordava e, automaticamente, um clima de tensão caía do ar e se abatia sobre nós. A cauda dela começava a abanar, o abdómen ficava contraído, os olhos e as orelhas viravam-se para a presa. Do outro lado, avistava-se um predador a rondar. O reflexo era imediato. O cheiro a perigo erguia-lhes rigidamente a cabeça e um medo de morte punha-lhes o corpo trémulo. Uns metros à frente, uns segundos depois, já estava. Jantar na mesa. Eu não era indiferente a este processo de caça. Comia pouco, o mínimo e indispensável. Com a mesma idade, tinha menos um terço do peso meu irmão. Sentia pena das presas. Sentia a sua última respiração resignada e o seu último olhar periférico para a vida numa despedida da casa onde habitaram e da vida libertina que tiveram. Com o pescoço, entre as duas mandíbulas da minha mãe, aceitavam o destino e paravam de lutar. E aí, olhavam mas já não viam, e deixavam-se ir.                                                                                   
Apesar de não ter as brincadeiras normais, nem a mesma atitude, efusiva de contemplação e regozijo pela refeição, não sabia quem estava certo nem se poderia viver na diferença. A resposta veio numa tarde invernosa, na época das chuvas. Acordei num trovejar intenso, com um relâmpago feroz que virou a noite em dia e que confirmou o que já esperava. Estava sozinho. Procurei a minha família durante muitos dias, mas a chuva misturou-se com a terra e a lama apagou as suas pegadas. As urinas perderam o cheiro e, sem território marcado, desnorteei-me. Chorei muito, fiquei ainda mais fraco, entregue, única e exclusivamente, a mim e à sorte. Os meses foram passando e eu fui subsistindo à custa de restos espalhados pela lei do mais forte, que alguns necrófagos desatentos me deixavam.
Mas um dia, percebi que era mais que um leão, que era mais que uma imagem ameaçadora e que tinha coração. Um coração enorme de amor e compaixão. E aí percebi a razão pela qual tinha ficado órfão. Porque jamais poderia sentir o que estava a sentir se tivesse ido sempre às aulas da minha mãe ou celebrado a morte de um ser vivo. Finalmente, percebi o meu instinto quando olhei para aquela cria de Órix. Nunca mais me vou esquecer desse momento. Eu estava rastejado no chão, enquanto ela deambulava sozinha por entre a vegetação. Estava fraca e perdida dos seus progenitores. Ergui-me nas quatro patas e quando lhe olhei nos olhos, senti um ar quente invadir o meu peito, adocicar as minhas feições, empurrar-me as garras para dentro e, gentilmente, soprar-me na sua direcção. Aproximei-me, não corri para ela nem ela fugiu de mim. Aproximei-me ainda mais e ela, sem instinto, deixou-me chegar bem perto. O alarme do seu corpo já tinha disparado mas não tinha reacção. Estava ali com as pernas, ainda desajeitadas, a vacilar sem potência para correr pela vida. Quando estava a menos de uma pata de distância, apercebi-me do seu medo de deixar uma vida que acabara de estrear, do seu sofrimento pelo desaparecimento da mãe e da angústia de estar à minha frente. Lembrei-me da noite em que apenas fiquei eu, da sensação que a morte dá por me poder levar a qualquer instante e de repente senti-me responsável por ela e desejei fazer qualquer coisa em seu benefício. Foi assim que senti que podia ser mais do que aquilo que era. Durante três semanas não tirei os olhos dela. Levava-a a beber água no rio, em sítios onde sabia que não haviam predadores e às horas em que, supostamente, estariam a descansar. Corria com ela para que pudesse criar músculo e mostrava-lhe caminhos secretos, que aprendera nos meses de solidão, que davam acesso a zonas de alguma vegetação para que se pudesse alimentar, ganhar peso e, assim, impor respeito e ter armas para se defender sozinha. Lambia-a, lavava-a, adormecia-a e empurrava-a com o focinho nas alturas em que estava mais cansada. Nessas três semanas, eu fui a sombra protectora da mãe desaparecida, a sabedoria do pai ausente e a amizade do irmão que nunca teve. Eu andava esfomeado, mas tranquilo. Quanto mais me dedicava àquele Órix, melhor me sentia. Até que um dia, num momento de pura exaustão, deitei-me na sombra intermitente de uma acácia, cruzei as patas, encostei a cabeça e perdi-a de vista. Um rugido, de tom mais grave que o trovão que me acordara para o primeiro dia do resto da minha vida, assustou-me o coração e levantou-me bruscamente. Ainda a cambalear, apercebi-me do desaparecimento do Órix. Não o via em lado nenhum e só encontrei o seu cheiro vermelho em algumas gotas de sangue que marcavam um caminho perigoso que tinha de seguir. O trajecto foi curto, tal como os segundos que lhe restavam. Encontrei-o, ainda vivo, com o pescoço entre as maxilas de um macho dominante e a língua de fora. Fiquei escondido, atrás do medo e, inerte, assisti à sua alma partir, juntamente, com alguns destroços do meu coração.                                                           
O tempo ensinou-me a aceitar a realidade. A savana estava certa.
Impera sempre a lei do mais forte. Porém, não deixei de viver da forma que me fazia feliz. Nem conseguia. Assumi que vivia numa savana diferente, criada por mim, onde as leis serviam a todos e a força maior era a que provinha do coração. Desde esse dia em diante, até ao meu último segundo, adoptei mais três crias de Órix e duas Impalas. Uns reencontraram os progenitores, outros desapareceram e outro partiu comigo quando num acto de coragem o tentei defender das garras de dois candidatos a rei de um clã qualquer. Foi a única batalha que perdi. Foi a minha vez de olhar perifericamente para a vida, despedir-me da minha savana e deixar-me ir.
Vivi muito. Andei muitas vezes perdido, sem saber para onde ia, mas fui sempre por amor. E é por isso que hoje os ventos ainda sopram o meu nome. Gerações atrás de gerações sabem quem fui e quem sou.
Sou Octobo, a lenda do Amor." 
in "Os Laços que nos Unem", 2008
(Gustavo Santos)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste


Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 8 de abril de 2014

Nem acrediro que morreu :(

Adorava ouvir este senhor falar.

Uma das ultimas coisas com que me ele me tocou, foi com a do "pão com manteiga"
Passo a explicar:
Eu sempre digo que, adoro pão com manteiga e que para mim é uma refeição "gourmet" o meu galão e pão com manteiga e que poderia viver disso :p
Ora, no ultimo programa que ele fez e que era sobre a inteligencia, ele referiu que, uma pessoa inteligente não tem que necessáriamente descobrir coisas e resolver problemas indecifráveis.... para um pessoa inteligente pode ser o suficiente um pão com manteiga pela manhã...."
Bem, quem me conhece sabe o quanto isto me identifica :)

Raramente me "tocam" as mortes de figuras publicas, e este senhor, embora não tão famoso assim, entristeceu-me mesmo. 

E agora ? O que é que, de interessante eu vou ter para ver na televisão?

Ainda nem acredito que morreu :(

segunda-feira, 7 de abril de 2014

quem não dorme por amor não cansa

Eu, que sou uma pessoa que, se não durmo ou se durmo mal uma noite que seja, no dia a seguir "não funciono", passo o dia cansada e à espera da hora de poder por o sono em dia.

Ora, passei a noite toda acordada porque a minha Mariana (minha gata Mariana), tirou dois dentinhos e, coitadinha, devia ter dores e chorou a noite toda.

Chorou ela e eu de coração apertado por não poder fazer muito mais que dar mimos :(

Pensei, "amanhã é que vão ser elas, já estou mesmo a ver a sair directo do trabalho pra casa pra ir dormir"

Mas ..... não!!!
O dia foi normal, no fim do trabalho ainda fui fazer a minha ginástica. 

A Mariana já não chora, acho que está melhor.

Conclusão  "quem não dorme por amor não cansa" :)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Por um dia ....

Perguntares como é que eu estou não e quanto baste
Quereres saber a quem me dou não é quanto baste
E dizeres para ti morri é um estranho contraste
Nada mais te liga a mim tu nunca me amaste

Telefonas para saber como vai a vida
E mais feres sem querer minha alma ferida
E assim rola a minha dor pássaro ferido
Que não esquece o teu amor estranho e proibido

Deixa-me só por um dia
Deixa-me só por um dia
Minha fria companhia
Minha fria companhia

Dizes ser tão actual ficarmos amigos
No teu jeito natural de enfrentar os perigos
Sem saberes que tanto em mim ainda arde a chama
Que não perde o seu fulgor que ainda te ama



Dia 094/365

"Collect memories. Not things"

Tell your loved ones just how much they mean to you. Do it now. Call them up, write them, tell them in person, write them a letter, shout it from the roof tops. Tell them how much you love them and how important they are and appreciate them with every fiber of your being. You never know what tomorrow will bring and one day you might wake up to a world that doesn't give you the option to look them in the eyes anymore. To hug them. Touch them. Talk to them.

So don't wait. Tell them. Share your love because life is short and sometimes even shorter than you could have ever imagined.

(Yogagirl)

quinta-feira, 27 de março de 2014

Dia 086/365

Parabéns Mãe

Eu sei que tenho um coração que bate em outro corpo que não o meu,
Esse coração nasceu bem antes do meu,
Mas dentro dele já trazia os batimentos do meu.
Nesse coração que me guardou aquecida, e do mundo bem protegida…que vivi 31 anos,
Num cantinho dentro dele, e já crescidinha
Aos 31 anos desse coração eu nasci pra vida
e o meu coração começou a contar do zero…
O dela continuou a contagem e hoje faz 71 anos
Em teus braços fui acalentada com todo o teu amor e dedicação.
Desde o minuto zero……
Meu coração pelo teu, todos os dias é acariciado…
Conhecer-te por fora é só uma forma de te amar ainda mais,
mas o que há de mais profundo vem do teu íntimo Ser…
do teu coração
Amor sincero,sem exagero.
Coração PERFEITO que me ampara a todos os momentos de meu Viver!
É um coração grande que de vez em quando fica pequenino
Um coração que bate em sintonia com o meu
Um coração que só sabe amar e que habita num corpo que só sabe sorrir.
E noutro que de vez em quando também te faz chorar (eu sei)
É um coração Perfeito
È um coração de MÃE
Da minha mãe que hoje faz 71 aninhos
Obrigada???!!! é muito pouco para te agradecer!
Um presente?! Uma mera simbologia.
Estar presente Sim, Sempre
Abraçar-te com todos os meus braços
PARABÉNS Mãe pelo dia e por seres quem és….
Para mim :)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Dia 083/365

foi o vento?

...

Ela é as suas atitudes, os seus sentimentos, os seus ideais, as suas convicções…
O que realmente faz valer a pena ela estar viva….
E não há máquinas de filmar ou de fotografar que possam registar as sua gargalhadas, as suas lágrimas, as suas surpresas….
enfim, o que ela sente, o que ela é……
Só irás perceber quando olhares nos seus olhos, ou melhor, além deles…
E se não for para a olhar assim, então não a olhes porque não a vais entender…. não a vais ver.
Não me vais ver….


JU
(MJsP)

 

sábado, 22 de março de 2014

NOT AFRAID ___ a ensaiar



Que contadição!

Estou a ensaiar o "Not afraid" para enfrentar um dos meus maiores "afraid" que é subir a um palco e enfrentar um publico.

Não digo que seja realmente um medo, mas é com ceteza algo que não me é confortável, prefiro fazer todo o trabalho de "Back stage" a estar no "front stage".....

Estar num palco é, claramente, sair da minha zona de conforto. 
E lá vou eu, mais uma vez saltar pro palco pra fazer algo que AMO mas que prefiro fazer e vivenciar fora do palco.

Dia 081/365

sexta-feira, 21 de março de 2014

Saio na próxima saida…..

Não seguimos sempre a estrada que queremos. 
Há situações que nos colocam numa estrada onde não queremos caminhar. 
Sabemos onde ela vai dar, e não é pr’aí que queremos ir. 
Mas…. ainda assim, temos que caminhar na estrada que não queremos, ir pra onde não queremos…. para eventualmente um dia, chegarmos a onde queremos. (e reforço o EVENTUALMENTE)
A estrada da vida!!!!
Será isto a que chamam “a estrada da vida”?
Que estrada ??!! 
Que vida??!!! 
Não quero esta estrada. Saio na próxima saída…. 
vá ela dar onde der. Mas nesta estrada eu não sigo mais. 
Quero vida…. viver….amar….querer….voar…..dançar…correr….sorrir….chorar…. quero tudo a onde a próxima saída me vai levar. 
Vou arriscar na próxima saída, porque ela pode ser a ultima que vou encontrar nesta estrada onde não quero viajar…..

JU
(MJsP)
escrito em Março de 2013

Dia 080/365

quinta-feira, 20 de março de 2014

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia 078/365________ Dia do Pai

AMOTE todos os dias Pai

Corri por e para ti hoje esta medalha é tua.

Porque tu és o grande responsável por esta paixão pela corrida que me "corre" no sangue, obrigada Pai.
Porque me treinaste pras corridas e pra vida, obrigada Pai..... OBRIGADA


segunda-feira, 17 de março de 2014

Dia 076/365

#street#art

Tire o pó, se precisar… mas

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!
Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!

Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém…
…as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida…
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !

Tire o pó… se precisar…

Mas você não terá muito tempo livre…
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente….
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!

Tire o pó… se precisar…

mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

AFINAL:

“Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”

(Autor desconhecido )


sábado, 15 de março de 2014

Tão lindo....

Fiz ontem as contas e foram mais de trinta mil os dias em que adormecemos e acordámos juntos, na cama onde agora te escrevo e de onde espero sair para ir de novo até ti. Trinta mil dias a olhar-te dormir, a saber o frio ou o calor do teu corpo, a perceber o que te doía por dentro, a amar cada ruga a mais que ia aparecendo. Trinta mil dias de eu e tu, desta casa que um dia dissemos que seria a nossa (que será de uma casa que nos conhece tão bem quando já aqui não estivermos para a ocupar?), das dificuldades e dos anseios, dos nossos meninos a correr pelo corredor, da saudade de nos sabermos sempre a caminho de sermos só nós. Trinta mil dias em que tudo mudou e nada nos mudou, das tuas lágrimas tão bonitas e tão tristes, das poucas vezes em que a vida nos obrigou a separar (e bastava uma tarde longe de ti para nem a casa nem a vida continuarem iguais). Trinta mil dias, minha velha resmungona e adorável. Eu e tu e o mundo, e todos os velhos que um dia conhecemos já se foram com a velhice. Nós ainda aqui estamos, trinta mil dias depois, juntos como sempre. Juntos para sempre. Trinta mil dias em que desaprendi tanta coisa, meu amor. Menos a amar-te.

Pedro Chagas Freitas "O Livro dos Loucos"


Dia 074/365

#street#art

sexta-feira, 14 de março de 2014

Dia 073/365

Bring me some inspiration.....
I need to write the things i think but i don't say.
There' s a lot going on in my mind that is hurting my heart.
Need to bring it all out and fill this empty paper......
Feed my passion of writing and....
Find my balance ......

quarta-feira, 12 de março de 2014

Dia 071/365

 
"Brilhas de rosa ou de branco
E de branco sobre rosa
Vermelho poema de encanto
Pureza alva de prosa

Tens folhas verde carregado
Pétalas de seda divinal
Envolta em estames amarelado
Oh ! flor da aristocracia real !

Fazes do Inverno a Primavera
Em cores que tocam o coração
Ah ! que calor que o teu amor gera
Ao ver-te florir um botão

E o teu perfume é a cor
Formosura igual não há
E que intenso cheiro e sabor
A tua família do chá nos dá

Deslumbrados com tanta beleza
Em cada vila e cidade florida
Tu és um encanto da natureza
Que nos faz amar mais a vida


 
Poema publicado no livro "Camélias ... outros olhares" de Jorge Garrido
 

Gosto ...

Gosto do silêncio....



terça-feira, 11 de março de 2014

Dia 070/365


Ao ver esta luva no chão, ao lado de uma garrafa de cervejaimediatamente me veio à mente esta musica do Michael Jackson.... 
Somebody killed little Susie The girl with the tune

 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Dia 069/365

Fiquei de coração cheio .....


Logo pela manhã, no meu caminho de carro de casa para o trabalho. Avistei um cego acompanhado do seu cão guia. Um lindíssimo cão preto de porte grande.

Só isso prendeu-me logo a atenção e a emoção. Acho lindo a relação destes animais com os donos e vice-versa.


Até que, na passadeira onde eles,(o cão e o cego), iam atravessar a estrada , eu tive que parar para os deixar passar. 
O cão sentou-se ao lado do cego e os dois ficaram uns segundos parados também, antes de atravessar


De imediato pensei: “então e agora como é que o cão diz ao dono que o carro parou e ele pode atravessar a passadeira com segurança?”

Logo vi a resposta a esta minha "dúvida".

O cão, que tinha sentado para o dono parar, então levantou-se, deu com o focinho um beijinho na mão do dono e ambos atravessaram a rua e seguiram o seu caminho.

Eles ficaram pra trás, no meu caminho, mas a minha mente trouxe-os comigo....
aquela imagem veio na minha mente, ficou no brilho dos meus olhos e encheu-me o coração.


Bem!!!!! eu achei lindo, emocionou-me até.


Com esta pequena/enorme demonstração de amor puro, incondicional, ganhei o dia.

Fiquei de coração cheio

JU
(MJsP)

sábado, 8 de março de 2014

Porque é o DIA DA MULHER

I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is



Everywhere I'm turning
Nothing seems complete
I stand up and I'm searching
For the better part of me
I hang my head from sorrow
State of humanity
I wear it on my shoulders
Gotta find the strength in me

Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Still when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman

For all the mothers fighting
For better days to come
And all my women, all my women sitting here trying
To come home before the sun
And all my sisters
Coming together
Say yes I will
Yes I can
Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Even when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman

When I'm breaking down
And I can't be found
And I start to get weak
Cause no one knows
Me underneath these clothes
But I can fly
We can fly, Oooohh

Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Even when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman

Dia 067/365 ________ da minha adolescência



É dos livros para adolescentes mais lidos, e por vezes até o único livro lido por muita gente. Na verdade este livro chama a atenção por vários aspectos. A verdade nua e crua, fria, sem pudor nem preconceito é certamente uma das razões.

“Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituta....”


sexta-feira, 7 de março de 2014

Dia 066/365

  
Your little hand's wrapped around my finger
And it's so quiet in the world tonight
Your little eyelids flutter cause you're dreaming
So I tuck you in, turn on your favorite night light
To you everything's funny, you got nothing to regret
I'd give all I have, honey
If you could stay like that
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, just stay this little
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, it could stay this simple
I won't let nobody hurt you, won't let no one break your heart
And no one will desert you
Just try to never grow up, never grow up
You're in the car on the way to the movies
And you're mortified your mom's dropping you off
At 14 there's just so much you can't do
And you can't wait to move out someday and call your own shots
But don't make her drop you off around the block
Remember that she's getting older too
And don't lose the way that you dance around in your pj's getting ready for school
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, just stay this little
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, it could stay this simple
No one's ever burned you, nothing's ever left you scarred
And even though you want to, just try to never grow up
Take pictures in your mind of your childhood room
Memorize what it sounded like when your dad gets home
Remember the footsteps, remember the words said
And all your little brother's favorite songs
I just realized everything I have is someday gonna be gone
So here I am in my new apartment
In a big city, they just dropped me off
It's so much colder that I thought it would be
So I tuck myself in and turn my night light on
Wish I'd never grown up
I wish I'd never grown up
Oh I don't wanna grow up, wish I'd never grown up
I could still be little
Oh I don't wanna grow up, wish I'd never grown up
It could still be simple
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, just stay this little
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, it could stay this simple
Won't let nobody hurt you
Won't let no one break your heart
And even though you want to, please try to never grow up
Oh, don't you ever grow up
Oh, never grow up, just never grow up